February 28, 2011

sem titulo

mamilo no piercing
rosa dos ventos
você desenhará o oito horizontal sobre
porque é assim

o tempo 
indica as direções
as direções são indicadas pel_
o tempo

Aproximadamente 302.400 horas depois -
desde quinta o mundo inusitado mundo se refaz
ainda restam-nos esquizofrenias de margens-conceitos-dedos.
Corpo desentupido, é isso.

aquilo de infinito ser outra história

Frente à frente.
Os sonhos são furados no animal comendo as juntas de joelhos. Percebeu as matas, os laços, a barba. E gemeu. Grave e alto.
Alto e mágico.
Há tempos tento encontrar um bom momento. Amanheceram na ocasião propicia.
Aquilo de infinito ser outra história. É.

February 24, 2011

PS. :

Podíamos jantar ao ar livre, de chinelos, sem pegar resfriado.

February 21, 2011

será olga

galo gola
           lago
              algo?

malas lamas almas

As dezessete letras

De necessida
sejo De

sem título

Numa peça Nô
o protagonista se deita sob uma cerejeira
em flor
para descansar em meio a uma viagem.

February 13, 2011

fora da zona de classificação

Ela levou uma tarde inteira para desenrolar o bolo de borboletas. Paciência. Borboletas têm cílios? Não sei. Aguardo algemas na manga. Aguado. Melancia vicia.  Causa e efeito: é verão. Lances confundidos sem penetração. Riríamos os tons em todos tons da próxima vez. Tom me faz falta. Também. E a blusa vermelha aberta. Uau. Seu sarro. Os pés machucados agradecem seu torpedo lento. Também. Não existe graça em pedir desculpas. Sou um amigo e isso não me tornou suficiente canalha. Exagero. Sabemos. Sabíamos. Paciência. Borboletas têm cílios.  Enfim, eu prefiro chaves até perdê-las. Não procure entendimento nesse love nosso caso de amor. Nem meça tanto. A procura é apenas metal festa. Mas são Lucas os corpos felizes de sua poesia indisfarçável. Tudo isso era para dizer isso, só. Beira-nos até o poço e beba os moços brotos de mar. As referências estão ai. Só quem vivemos podem textualizar as quebras. Os vacilos. As perdas e pedras. O infinito já é outra história.

February 10, 2011

parada

aqui
no esquecimento de qualquer camarim empoeirado
minha poesia é uma decisão

minha poesia é uma decisão precipitada
quase afeto de quase saltimbancos
certo feltro nas ultrapassagens

desescrituras em solos de jazz 
cheiro vermelho de cachimbo
minha poesia desmancha o próximo amanhecer

February 07, 2011

a parte onde nasce o sol

Oriente. Está quase. Escutava good vibrations. E perfurou o labirinto ofegante. The end. Nirvana era o astral. Criar minha falha amorosa evapora o verso rapsódia para contralto de Brahms. Rapsódia para contralto de Brahms e o som que antes lhe era indiferente. Sentimentos entupidos do personagem. Em telecine alguém grita - vai buscar a felecidade. Desentope o sol.

sem título

estrala os dedos
chão no céu

chão no céu
fusão de duas ou mais músicas

mistérios ways
fashions e budystas numa praia artificial

não é nada disso, man
estrela os dedos