May 22, 2010

arfar

Respirar a custo e 
oscilar a embarcação de proa a popa e
balançar.
Balancear.

aresta

eu queria falar do azul, outra vez
outra vez 
da amendoeira
do mar
(quem me navega é o mar)
do sonho que apaga e volta
e das voltas-re-de-moinhos
do meu futuro tão presente - tão recente - tão breve
quase sem importância
certo prego quase sem cabeça 
eu sou a flor que o vento jogou no chão
outra vez um menino na bandando
na barra
- dá sua mão: eu peço tudo
ele bebe tudo
eu quero assim, feito samba
sambar repetir sambar
até surgir outro carinho
outra vez

May 21, 2010

sem título

um poeta morreu
um poeta morreu
um poeta morreu

em qual lugar nasceu o violeta?
e depois os netos da minha irmã?
e a memória afetuosa de tu? 

quem escutará os ecos ao final dessa tarde?

May 16, 2010

porque escrevo

para não pisar nos gafanhotos

título

Mas no próprio coração do imediato.

interminavél

Não é intensamente.

lá lá lá (guardo tudo no coração)

1.
se tudo é carnaval...
 
2. 
porra, outra vez chuva
como é que vai ser para me acostumar? 

os meninos

tem um menino feio deixando-me recados
não, não é você
você tem uma estrela e escolhe saudade (pretexto para fumar-viver)
você sofre porque gosta de viver

eu não sei falar de cuba
porque o mundo é agora esse quarto
com cores e nomes de 82
com toda cura para todo mal, antes que seja tarde
 
tem um menino em mim
feio, nariz grande e barba
tem cartazes por todo lado
ele me deu um beijo na boca e disse