September 06, 2010

sem vestigios

desde farwell
alguma poesia
outras palavras
muitos carnavais
não há vestigio de seu nome

no rodapé da cama
nos versos que esqueci e quererei
nas vitrines em oxford street
no meu vício em literatura e destilados 
não há

não há vestigio de seu nome
quando olho ao redor
e entro exausto pela madrugada
pela casa
quando leio fragmentos do discusro amoroso 

nos domingos de ressaca aquilo que menos ecoa é seu nome
quando fui apresentado ao esquimó seu nome não apareceu
eu não precisei trocar de sabonete 
não cortei os cachos
não mudei de rua

no meu dedo apontando para ardência do nada
no meu sarro
no meu som
no ponto de vista alheio
não há vestigio, incrível

escrevo rápido, mantra, feito quem se convence e sussurra
nãohávestigiodoseunome
- mancha rastro sinal -
apenas essa 
liberdade

2 comments:

Senhorita Olanzapinela said...

Lindo...gostei demais das imagens!
ósculo em tua alface
amplexo vespertino (porque já passa do meio-dia)

adoro tua existência

Andréa beraldo said...

Choquei! Glamour total