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December 28, 2011

2011 apontamentos

Os livros pretendidos: títulos: acenos e afagos. Iniciantes. Nós que adoramos documentários. Filme de amor. Jogo de cena. O Buda do subúrbio. O arco-íris da gravidade. Fragilizar o lugar. Palavra inventando espaços e sentidos. Contribuição milionária de todos os erros. O erro rende uma narrativa na qual você vai inventar uma história de você mesmo. Tudo fronteira. Todo fronteira. O inconsciente é corpo. História performatizada pela subjetividade. Tecnologia de vida/de sobrevivência. Sentido é o que te dá tesão. A essência do corpo é a modificação. Tem alguma coisa em você querendo morrer. Angústia é uma coisa que não tem nome. Você é onde você não pensa e você pensa onde você não é. Não sou o dono da própria casa. Sujeito da experiência. Sujeito mais frágil, mas tão vivo quanto. Parresia. Situação limite. Temporalidade múltipla. Descontinuidade. Substituiu a episteme pela prática. Privilegiar o fazer sobre o ser. Compreender dentro de uma ação. Ele quis uma hermenêutica do desejo – uma ética de si – não pelo plano moral imposto de fora. De onde vêm os endereços? Maquinário de desejo. Derrida morreu em 2004. O conhecimento é sempre o processo. Pensar como utensílio. Reação a noção de essência. Escamotear. Ninguém é para o que nasce. Ninguém é para o que é chamado. Até o outro ocupar o centro. Diferença para desordenar. O suplemento é uma dobra. O outro é a partícula antipaziguadora. O outro é o trem porque é o outro. Sistema de circuito de imagem. Dobra em si mesmo. Produção de um sujeito movido pelo desejo. I want a little sugar in my bowl. Do I movie you? The house of the rising sun. A poesia é alguma alegria de continuar. O ato poético é agora. Margens transubjetivadas, fora da programação. Impressão de entrega e cansaço. Trechos sobre o chão. Balada do café triste e outras histórias. Reflexos de um olho dourado. O ritual no jardim. Ler, escrever e fazer conta de cabeça. Corrida. Ouvido para ter acesso. Fé na festa (30.01). Iemanjá. Agenda antiga no lixo. O final: desentope o sol. Pagamento da luz. Solos de jazz. Certos gestos de quase saltibanco. Insistência nas ultrapassagens. Punk a Mozart. Sangue novo. Café Ciranda. Amor e raiva. O amante da cinza do norte ou o amor na rua ou o amor recomeçado. Amo devagar os amigos que são tristes. As dezessete sílabas de haikai para Olga. Caixa de mama. Fazer barba. Fazer identidade. Colocar piercing? Malvado (parte 1). Cartas portuguesas. Buracão com Rita e Messias. Carnaval. Carnaval. Cinzas. Faltam 20 dias para meu niver. Reinício das aulas. Calor. Transição. Fim. Início. Reinício do Pilates. Primeiro encontro com Ícaro. Catar cacos. Comprar produto de limpeza. Evelina me desistiu. Encaixotar a casa. Me Gusta 29. Encontro 1 com Denise. Escarificação: produção de pequenas incisões simultâneas e superficiais na pele. Golpear para produzir escoamento de rumores. Desagregar e revolver a terra para arejar as raízes das plantas ou intensificar a ascensão da umidade pelos capilares do solo, ou ainda, facilitar a escavação de cada humor vítrea (quem tem natureza ou aspecto de vidro). Estudar italiano. Imprimir cronograma. Roupa para lavar. Tradutor é um mediador cultural. Borboletas. Devolver livros. Fazer chaves. Pegar glossário de Derrida. Sublinhar as palavras que conhecemos. Afixos. Espalhar e recolher borboletas. Fazer antes de ser. Organização. Memória de futuro. Memória de fulano. Escrita automática. Acordos internos. Cinema do humor. Movimentação com o olho fechado. Memória como lugar de produção. Posições do vídeo. Barulho do saco. Andar entre os objetos. Os dedos andando. O computador é uma mandíbula. Chamar pessoas. Treinamento. Maneiras de desistir e continuar. Pulinhos. Formato quebra-cabeça. Pagar aluguel. Ballet Nacional de Cuba. Fazer identidade. Comidinhas. Comprei travesseiro e caneta nova. Psicose. É claro que você sabe do que estou falando. O quintal compartilhado. Pogobol. Comprar lâmpada, pano de prato, incenso. Ver Miguel. Mastigar. O amor chega tarde. Retorno do computador. Caixa. Final de Insensato Coração. Estudos do Corpo. Passeio estranho. Apresentação de José no Gamboa. Último encontro com Ícaro. Isto não é uma mala. A diferença está na língua. O sujeito é uma invenção histórica recente. Os hábitos que nos formam. Imagens periféricas. Cena do filme New Age. Conceito de subalternidade traz à tona esse Terceiro Cinema. Subalterno apropriado e colocado no lugar de proletariado. Sobreposição de mundos. A kind of loving (1962). Terra em transe. Ao mestre com carinho. Desglamurizar. Desconstruir o espetáculo. Senhora de idade que se envolve com rapaz turco. O medo devora a alma. Morango e chocolate. Antes da chuva. Amores expressos. Pedro Costa. Whisky. A beleza na falha. Poética do banal. Beleza do ordinário. Um lugar ao sol. Encontro Popolvuh. Visibilidade alternativa. Cinema de bordas. Labirinto da visibilidade. Toda ruptura com o passado é sempre uma repetição. Sobreviver já é uma grande ação. O que é poesia? Seminário Nietzsche. Para os gregos o texto era lido em voz alta. Musicalidade. Meu estilo é uma dança, jogo de simetrias, escarnecer de simetrias. Há prosa que se dança, que se declama a si mesma. Fernando Pessoa. Zaratustra, conforme Nietzsche, poderia estar classificado entre as sinfonias. Para o amigo dele está entre os livros sagrados. Poema sinfônico. Assim falou Zaratustra nasceu no espírito da música. Há uma natureza hibrida – filosofia, religião, literatura. Além do bem e do mal é Zaratustra de outra forma. A reverência entre os problemas fundamentais da vida, o tom em que tudo é expresso, são manifestações de tom religioso. Religião/poesia/pensamento, no período pré-clássico, quase não se distinguiam. Ele se refere ao livro Assim falou Zaratustra como o quinto evangelho. Mas essa afirmação pode ser vista como auto-ironia. Ele parodia e ironiza a Bíblia. Tenho que aprender a pensar mais orientalmente sobre poesia e conhecimento. O ideal do super-homem como Buda. Zaratustra foi publicado em japonês e mandarim. Modos de usar Nietzsche. O eterno prazer do vir a ser. Só se vive a experiência de si mesmo. Construção de si. Perebas. Lidar com o nada da existência de modo invasivo. A vida é o que você dá conta de fazer. O nojo é também uma decisão. Teu corpo te precede. David Nebreda – trabalha com fezes e automutilação. Falar contra os desprezadores do corpo. Acoplagem e fricção. Conta tem haver com culpa. Bulir uma estrutura. Se a vida voltasse a existir, o que você acharia? Liu fundou a CAF. Biopolítica. Quais os procedimentos que o corpo usou para resistir? Nó. Você pode torna-se o que é. Tulipa. Temaki. Véspera de feriado. Documentar suas experiências mais do que contar suas histórias. Jogar-se no precipício ou dançar até o sol raiar? O nome Saulo. Narrativa do nome. Bailinho de quinta! Resultado oficial. Pagar aluguel. Intimidade às vezes diferente de profundidade. Matrícula. Enviar errata. Reconhecer firma. Casa sem paredes de Paula. Xerocar Drummond. Defesa de José. Suzana, Paula e Denise. 90 anos da vó de Paula. Confraternização do pilates. Jantar de Wil. Aniversário de Rita. Praia do Flamengo. Itapetinga.

3 comments:

Martha Brum said...

Saudade boa, que se sabe rápida, venho aqui, leio isso, fico feliz de te reconhecer, de me reconhecer na sua vida, de saber que você está tão quentinho agora, na sua terra vermelha de Tara, desejando vibrante mais um ano perto de você, acompanhando essa lindeza que você é.

Saulo Moreira said...

Paula Marta Alice Brum, aqui nessa terra vermelha, estou enclausurado na casa. Quero esgotar cada orifício do estar. Você se reconhece e eu te reconheço nas rugas feitas e no futuro. É uma alívio saber de vc em 2012 e em todos os números da sequência.

Martha Brum said...

Estar é bom, estar é quase mágico. Amotu!