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April 14, 2010

para sara

Sara é minha irmã. Sara gosta de lilás e não por acaso: lilás é transcedência, renovação. Mas Sara fica bem com qualquer outra cor, especialmente se essa cor é azul ou rosa. Sara é um azul-lilás-rosa. Quando ela ver o mar, fica igual – líquida, onda, peixe. Ela ler minha poesia. Respeita os excessos dos sonhos. Sara é uma mulher ainda menina, para sempre. Uma princesa. É difícil-fácil dizer Sara. Sara sabe chorar até secar a alma. Ela gosta de frio debaixo do cobertor. Ela gosta de cachorros, de brigadeiro, de respirar quando não falta ar. Isso tudo é tão óbvio. Não sei o que pensar. Sara ama desde os treze anos. E tem o vulcão que o amor materno, por amor, preferiu não usar. Não sei o que pensar, o que dizer. Mas digo. Sara gargalha sem constrangimento. Ela acorda de mau humor. Ela pode passar um dia inteiro com mau humor. Sara muda o cabelo como se muda de humor, e o inverso também é outra verdade. Mas Sara é doce doce doce. Feito de açúcar. Sara é um jeito de quem acredita em ideais. Eu sou tão Sara. Sara é minha irmã! Sara é teatro dos vampiros - sempre precisei de um pouco de atenção - só sei do que não gosto. É Luna Clara. É sol. Sara é muitos nomes. Sara é muito, simplesmente. Eu rabisco Sara e nem a chuva vai apagar ela de mim. Ela me faz forte. Quero que saiba que me lembro. Tudo bem. Tudo bem. Tudo bem. Faltaram-me as metáforas. Sobrou a noite nesse ¼ de século. Assim eu canto eu te amo.

1 comment:

Andréa Beraldo said...

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiii, eu também quero Sara. Eu também quero Saulo. Quero S²!