February 23, 2009

tristeza nunca mais

o brother dançou com aquele man de tranças, antiga paixão
havia, dessa vez, uma corda-cordeiros
a distância de imenso dias
o colapso de corpos
era carnaval
Carnaval
sagitário e carneiro: assim
Cá e lá
Lá e lá
brincaram
canta para mim qualquer coisa assim sobre você
pensaram
também
tudo pode ser doce e por isso agradeciam ao tempo tempo tempo
ele é o mais quem entendeu silêncio e vontade de sóis
até agora
assim se faz vidas

February 20, 2009

Carta para Carmen 1

você precisa de outro doce mais
outro estilo menos, Carmen
mais humor mais
pouca originalidade menos
rezar menos e viver mais
escrever non citações
saber que a paz está mais em si do que nele
ser menos ortodoxa com outros carnavais
ser menos para ser
definitivamente mais

livre como Carmen

nunca fomos ao teatro
vimos-nos entardecer
nunca assistimos filme ou perfumes
o mar nunca nos houve
nunca conversamos lágrimas
nunca risos
amigos?
nunca
almoçamos no largo
planos mudos
nunca mudamos de casa cor ou observações
nunca fizemos um terceiro elemento
nunca sentiu desculpas
nunca percebeu minha fossa e trevas
nunca tolices de cálido humor
nunca um carnaval sequer
nunca me existir tão livre, Carmen.

atraso

o filme não era bom
a caipirinha não ficou boa
mas o coração continua

faz carnaval

faz carnaval, Dalila
faz carnaval, moleque
faz suor, cerveja, pau duro
faz o menino ser grande-elegante
faz carnaval para sempre, menino
piercing em meus lábios
intriga meu sarro diafáno
meu riso, recrie
jure casa amor sonhos
- cantemos, roucos de gritar, o futuro no sofá
faz carnaval além em mim até não parar

carnaval

tornou-se carnaval desde ontem
desde agora
tamborim serpetinas antigo amor
reencontros
trio máscaras e a menina que vai ser miúda
tornou-se carnaval: meu livre coração livre está livre
não bate apressado ou irritado
sou só livre, moleque

February 12, 2009

pássaro

pesado momento de tirar
pássaro
das costas

coldplay

O brother caminhava sob todas horas sem um fim: com o sol e numa noite enluarada ou atrás de grutas, perdendo chaves, confudindo areia, vendo Cristo - riso oco.
Desfez os cachos, pintou cabelo, parou de falar: fingiu-se manequim em vitrine retrô.
Faltava a outra parte: pegou avião de asas riscadas, irritado. Inescru pu loso.
Não choveu depois. Nem agora. Faz calor e escuto rádio. Juro: estou claro. Juro.
Claro, tudo nos lembrará tudo, fodas, telefonemas.
Lembrarei até esquecer.
Meu jasmim, coisa boa: boa noite.

February 06, 2009

entre babys, João, Carlos e sobrenomes

se estou certo nisso tudo deve haver um bom belo um som eco ou outro oi outro corpo outra barba outra ostra outra lógica outro signo outro sofá hidratante terei mais independência: eu mesmo limparei meu computador e arrumarei minhas malas (quase sempre prontas)
voltarei vestir percatas
voltarei
poderei
ser hippie
poderei ser
happpy
e esquecer chaves, os dados, filantropia, plantas, pratos sujos
morderei poemas de morder
dormirei mais
cedo ou
tarde ou
ligo a tv e espero passar a dor
simp lesmen te

the end point

My love
and now?
don't talk me my away
don' t call me anything news nears
I'm just free: blue...

dove dove again

February 01, 2009

observação penúltima

minhas mãos estão curadas, London.