May 28, 2008

porre

Amante sem 
casa ou coração
querendo prematuros ou
saias verde-rosas
açucarando a porra
excitado

Dionizio pede mais
mais
vinho
mais
palavrão

May 26, 2008

descabido

,lá existem meia duzia de meninos feios
e na cama cobertores azuis apagando meus olhos machucados
por onde passará meus pensamentos?
se nada sei ler e furto os generosos
furo walls

ainda sei dos adeuses mas vamos nos reinventar.

May 22, 2008

saud a d e

(de jeito nenhum isso não tem sentido) Ficar significa get. I`ll get. Why?
And saudade?
É uma lágrima estancada, imagem que não pode ou não quer sair, é ser depois de ter, é ter um adeus intalado nas córneas do pescoço, é osso duro de roer, é filantropia deficiente, um masclar borracha quase sem açúcar, é falta de azeite, é foda.

May 16, 2008

poesia pessoal

de repente
take care!
fico aqui pensando se devo colocar o casaco e pegar o 73 sem destino
ou desatino ainda mais esse parafuso de idéias duras infinitas obssessivas
- escuto música -

de repente estava voando
and now?
depois de chegar noticia
nada sei dos dias que chegam
- escuto minhas vontades -

a vida é de repente e a gente ainda não se acostumou

May 15, 2008

gostos (poema confessional)

música
mar
ouvir histórias
combinar verde e vermelho
usar colares
dizer sim
evitar os chatos
olhar para o teto
dormir sem lentes
cigarrilhas aromaticas
corujas
metáforas
oxímeros
amplexos
vinho
receber email de Tião
poemas curtos de prima
tomar banho demorado
acordar tarde
fuder
tardes de domigo - porque são silenciosas
noites de quarta - porque parece que o tempo parou no meio
flores
olhar
sair sem dizer adeus
amputar poemas
improvisar
rascunhos
havaianas
ruidos
neve
h i a t o s
(...)

May 14, 2008

poema depois de uma carta de amor

estava quieto
desistido entre os hiatos e os papos rasos
roto sem palavrão
sem isqueiro
ou o mar
fui esperar e depois de 20 meses chorei por sua vaidade nesse corpo ausente.

May 09, 2008

sexta-feira

- tá chovendo aqui são 17:46 e aí?
- Aqui: solmuitosol.

- Morta de saudades. Sabe, eu morro de orgulho de você.
- Orgulho de mim?
- São poucas pessoas fazendo suas vontades.
- Eu te amo.
- Eu também te amo.
- Hoje, estava deitada na cama depois de reler páginas casmurras e senti o  vento de       Santiago. 
- bom andar entre ruas de uma língua diferente. 
- Atravessado por esse mesmo vento com uns iguais pensamentos daqueles que migram.
- Estou dentro de um película desconhecida por seus protagonistas.
- Sim.
- saudades
- Entendo.
- E não parece aumentar essa sensação a noite?
- Especialmente noite de sexta-feira.

May 06, 2008

poema para esse dia

eu vi o sol e senti
eu senti o sol e agradeci

abraço prolongado porque tudo existe uma vez e depois acaba.

alivio

Eu sou amado.

May 02, 2008

gira

homem dançando descalço enquanto a vida pulsa e a roda gira em outros
outros (todos) pedem
conforto presença orgia deus comida sim casa meias beleza e paz.

vagalumes

"...curto as coisas que se acendem e se apagam e se acendem novamente em vão"
Adriana Calcanhoto

vaga-lumes no quintal

poderia ter sido neve
pode ser profecia
ou sexo com amor
ou balada pós-amanhecer
súplicas ao antigo amante
confidências de um velho amigo
poesias ofertadas
girassóis
ou uma vela sem vontade de morrer

mas são vagalumes.